quarta-feira, 19 de abril de 2017

É INSOLÚVEL O BUSÍLIS DA RECRUDESCENTE CRIMINALIDADE LETAL?

Joilson Gouveia*

Cantadas e decantadas em versos, prosas, sambas e canções sobre os morros e seus barracões (pendurados nos morros, das favelas), “pedindo socorro à cidade ao seus pés”, que simbolizavam (caracterizavam, demonstravam e isolavam a pobreza) e, também, desnudavam seus corpos esquálidos, esguios, delgados e esbeltos (“malhados” pela magreza da fome, antes “característica” da pobreza), no mais da vez, de negras, morenas e mulatas com suas “latas d’águas nas cabeças”, molhadas de suor e da água que as transbordava, desde que foram “transformadas em comunidades”, por esnobes intelectuais da nobreza, que é a elite da esquerda caviar, perderam seus encantos, alegrias e melodias que as enalteciam, e serviram de valhacouto aos barões da nobreza, que viram e descobriram, na miséria dos miseráveis, a oportunidade de terem os seus valorosos, destemidos e dispostos soldados* (do tráfico lucrativo e rentável e não computável tampouco alcançável pelo “leão”) vaporzinhos, aviõezinhos e mulas, nomeando-os gerentes de seus “negócios”, de cujos sócios somente se soube dos nomes após as delações-premiadas recém divulgadas.
*Destaque-se aqui o que já havíamos dito e escrito sobre o mister, a saber:
  • criados*organizados, estruturados e adestrados por intelectuais de esquerda, quando “hóspedes” da Ilha Grande.* Comando Vermelho. A História Secreta do Crime Organizado, de Carlos Amorim, apud Olavo de Carvalho: “As esquerdas e o Crime Organizado”, p.97 in A Nova Era e a Revolução Cultural. 4ª Edição, revista e aumentada. Vide Editorial. Campinas/SP. 2014. – “é uma obra de valor excepcional, cuja leitura se recomenda a todos os brasileiros que se preocupam com o futuro deste país. Futuro do qual se pode ter um vislumbre pelas palavras de William Lima Silvao “Professor”, fundador e guru do Comando vermelho, citadas à p. 255”, a saber:
  • Conseguimos aquilo que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês [a polícia] nas esquinas. Já pensou o que serão três milhões de adolescentes e dez milhões de desempregados em armas?(Sic.) In http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/01/os-intocaveis-infaliveis-e.html
Eis, pois, posto e exposto o busílis insolúvel (?), da ordem e segurança públicas, que faz parte dos “programas, projetos e planos escarlates” desde o ignominioso, oprobrioso, inescrupuloso e criminoso “foro de São de Paulo”, em 1990, estrategicamente urdido, tecido e tramado, a saber: http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/01/os-planos-projetos-e-programas.html.
Desde já afaste-se a ignominiosa, ignara e ignota ideia abstrusa, abjeta e obtusa de que somente a pobreza é a causa criminosa, perniciosa, maléfica, violenta e letal criminalidade da Sociedade, como muitos intelectuais apregoaram e apregoam em suas teses sociológicas os vário e equívoco especialistas e ólogos de todos os gêneros e matizes, a saber:
  • Houve especialistas que assestaram sobre a migração do crime. O crime não migra, ele é igual em qualquer lugar, quando muito o contumaz criminoso migre, mas não é só isso. Uns acham que “o crime migra por causa da mão-de-obra que migrou” como se o crime fosse irmão siamês do trabalho. Ao contrário, onde não o há inexiste dignidade, pois só o trabalho - nunca o óbolo dado pelos “governos” com suas bolsas - DIGNIFICA O HOMEM. O ócio pode gerar o crime; nunca o trabalho!
  • Já houve quem associasse o crime, a violência e a criminalidade ou marginalidade à pobreza e às favelas, agora se atribui “à mão-de-obra.” – Esses especialistas e ólogos são inventivos ou criativos demais...
  • O crime e a violência “migram” ou incidem na ausência ou na entropia do Estado, sobretudo do absenteísmo e da não presença efetiva e diuturna das polícias. Infelizmente, se tem três ou mais polícias: uma que protege à classe alta; uma que polícia à classe média e outra que “persegue ou discrimina” às classes menos abastadas. (Sic.) In http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/01/por-que-as-vitimas-dessas-vitimas-nao.html
Ademais, pode-se- inferir que qualquer membro dessas ditas “comunidades”, no mais da vez, sempre liga aos órgãos, instituições e secretarias de governos, quando falta-lhes água, luz, telefone, esgotos e etc., ou quando há focos de mosquitos, entulhos e lixos, mas jamais ligam para denunciar aos seus “valorosos, destemidos e dispostos soldados – os acima especificados e enunciados; claro! – quando ligam é para passar trotes, ameaças e xingamentos - ou por medo ou por cumplicidade e/ou conivente proteção aos mesmos, que, no mais da vez, supri-lhes às necessidades básicas e elementares não garantidas, ofertadas, dispostas e protagonizadas pelos governos e Estado, sempre distantes ou ausentes nas periferias, subúrbios e “comunidades”. É fato!
Enfim, urge lembrar que, no mais da vez, os assustadores índices, números e dados enunciados, admitidos, reconhecidos e divulgados pelos governos são e estão aquém dos fatos e da realidade tal e qual seus efetivos, equipamentos, petrechos, material bélico e, sobretudo, seus orçamentos e subsídios, que são ínfimos, irrisórios e pífios ante ao hercúleo esforço de suas sacrificadas missões e deveres. Ou não?
Abr
*JG

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