domingo, 12 de março de 2017

NÃO SOMOS ANIMAIS IGUAIS AINDA QUE SEJAMOS SEMELHANTES

Joilson Gouveia*

Há alguns aforismos que jamais deveriam ser olvidados, dentre tantos cito o seguinte: não se pode (ou não se deve, digo eu) “alimentar burro a pão de ló(Informal – Tratar alguém com a atenção ou a gentileza que ele não aprecia ou não merece.) Ver sentido, significado e significação de "burro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/burro.
De lembrar que, nem todo burro é asno tampouco muar, ainda que da família dos equídeos (Equus asinos) - "asinus asinum fricat", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/asinus+asinum+fricat -, locução latina que se significa “burro esfrega burro.
Antes, devemos destacar que muar (latim mularis,- e, relativo à mula) adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros [Zootecnia] Diz-se de ou animal quadrúpede, híbrido e estéril, proveniente do cruzamento de burro e égua ou de cavalo e burra. = MULO. "muar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/muar.
Ainda que todo burro seja jumento, jerico e asno, da família dos equídeos (os provenientes do cruzamento do cavalo mais a égua ou “fabiana” = fêmea do cavalo, no Brasil); aqueles decorrem do cruzamento específico, particular, privado e privativo do cavalo com uma burra ou de uma égua com um burro, de cujo cruzamento deriva o MUAR: quadrúpede, híbrido e estéril, i.e., mulo ou mula.
O preâmbulo tem por viso o de esclarecer, ainda que no sentido figurado, satírico e jocoso senão mordaz, que nem todo quadrúpede (equus asinos) é idêntico, igual, equânime ainda que símiles, similares e semelhantes na aparência, silhueta e na forma, mas nem todos são solípedes, não podemos tampouco devemos os alimentar com pão de ló.
Malgrado muitos os amarem mais que aos seus semelhantes, por se identificarem muito mais com aqueles que com os animais humanos ou agirem, pensarem e serem tal e quais os equus asinos quadrúpedes e solípedes – respeito, entendo e compreendo suas idiossincrasias solipsistas enquanto faculdade de sua própria liberdade instintiva de sê-los, mas que não se tente fazer dela uma regra, um padrão ou modelo ou modus vivendi aos demais, sobretudo imposto – torno a dizer “De gustibus et coloribus non est disputandum” – de gosto e cor não se discute.
Por analogia, pode-se perceber do inóxio, inerme, inane e agnóstico, ignaro ou ignoto movimento feminista, mormente o das tais feminazis (que seria distinto, díspar e diverso do feminismo, segundo uma assumida feminista), que querem impor a todo custo e a toda força suas idiossincrasias, preferências, gostos, prazeres e modus faciendi, vivendi et procedendi à todas as demais mulheres, fêmeas, femininas e pessoas do sexo feminino, olvidando que nem todas calçam 40 – sem nenhuma mordacidade ou ironia; claro! Sit pro ratione voluntas – “A vontade sirva de razão. Verso de Juvenal que demonstra até onde podem ir os caprichos dos prepotentes longe de seguir a lógica, preferem impor o seu ponto de vista mesmo com prejuízo próprio ou de terceiros.”
Numa luta inglória de defesa de bandeiras de respeito, de direitos e igualdade igualitárias esfarrapadas, desconexas, ultrapassadas, obsoletas, abstrusas e sem sentido, pelo menos nas Democracias onde “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”, pois que abominam à proteção do homem, do macho, do varão viril, mas querem defender e proteger às semelhantes do suposto “aduzido sexo frágil” – como se fora verdade tal imbecilidade, idiotice de tal alusão e ilusão, pois de frágil ou covardia nada têm – dos animais humanos é o mais sensível, inteligente, astuto, arguto e etc., mas, sobretudo, mais forte, tenaz, corajoso e destemido Ser, especialmente por sua dádiva divina de DAR À LUZ e À VIDA a seres símiles, semelhantes e similares, ainda que distintos em gênero, ou seja, tanto do sexo masculino quanto do feminino. Ressalte-se que nem toda mulher tem capacidade, desejo, vontade, sonho e, sobretudo, coragem de ser Mãe, naturalmente; claro!
Ora, se “são defendidas e protegidas pelos homens seriam nossas dependentes (?), o que dizer se protegidas e defendidas por “elas”? – Quem mata as baratas que se lhes afligem medo aterrador?
Basta que o prestidigitador de nove-dedos, que age como encantador-de-burros, diga-lhes algo que todos passam a relinchar seus ditos, bravatas e bazófias. Principalmente aqueles inocentes-úteis da linha-de-frente, no mais da vez, secundaristas e universitários, dentre os quais: as intrépidas, bravas, desvairadas, depravadas e despudoradas feministas desnudas ou feminazis, que simulam cópulas com imagens, objetos, símbolos e esculturas sacras ou religiosas, que cospem, urinam e defecam sobre tudo e todos, “exigindo respeito” quando sequer sabem que respeito é mútuo, bilateral, recíproco, sobretudo consectário do respeito dispensado, concedido e demonstrado aos outros que não rezam em suas cartilhas.
Notem que, no mais da vez, toda feminista ou feminazzi é socialista que desfralda e empunha a bandeira da igualdade igualitária, como se fôssemos todos iguais, idênticos, equânimes, equitativos e verdadeiros clones ou modelos feitos em série tal e qual os objetos fabricados, lembrando de que estes, ainda que fabricados em série, possuem números distintos que os distinguem um dos outros e outros do um, quando não suas cores, formas e texturas – nem todas se vestem iguais nem usam seus cabelos de cortes iguais e etc. Ou não?
Nesse sentido, estaria mais que correto nosso sempre inolvidável Nelson Rodrigues: “As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado”. Mais ainda: “Não há ninguém mais bobo que um socialista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer”. E o pior: dizem. É fato!
Enfim, há mulheres que gostam, adoram ou amam ser protegidas, defendidas e amadas por seus machos, seus homens, por seus varões viris haja vista que apreciam e merecem, reciprocamente, e são bem-tratadas, também, por seus pais, irmãos, filhos e parentes; entendam e aceitem e, acima de tudo, respeitem-nas! “Mater et magistra est”: http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/03/mulher-e-muito-mais-que-mater-et.html !
Aditamento ao texto, a saber:
  •      “Se a realidade que nos cerca fosse uniforme e homogênea, se tudo nos parecesse igual, sem qualquer nota de distinção, de diferenciação, não poderíamos nunca chegar a conhecer os fatos, porque o acontecer seria apenas um grande fato. Mas sucede que a realidade aparece-nos heterogeneamente, diversa, diferente e diversificada. Se a cor dos fatos (corpóreos) fosse a mesma, impossível seria chegar a compreender que há cores. Certas partes da realidade visível dão aos olhos uma impressão de outra espécie, diferente das outras partes da realidade. Por isso percebemos cores diferentes. Eis aqui por que podemos comparar a cor de um objeto com a de outro, e verificar se se parecem e perceber, também, se há diferenças, pois nunca poderíamos chegar a perceber que alguma coisa se parece a outra coisa, por exemplo na cor, se não existissem objetos de cores que se desassemelham, que diferem. Logo, a compreensão do semelhante, do parecido, é contemporânea à do diferente, pois também não podemos compreender o diferente, o diverso, se não for possível, contemporaneamente, comparar com o semelhante, o parecido.” – [O verbo comparar vem do latim comparare, formado do adjetivo par, que quer dizer parelho, igual, semelhante, significando, portanto, pôr uma ao lado do outro.] In Filosofia e Cosmovisão, da Mário Ferreira dos Santos, p.54.

Abr
*JG
P.S.: Façam isso nos países árabes, nas Arábias ou no ISIS e demais estados-islâmicos e, especialmente, em suas “mesquitas”!
Abr


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